Semed se reúne com pais para tratar de soluções para lidar com pombos em telhados de creche
Com aulas adiadas para garantir segurança aos alunos, creche já passou por dedetização, limpeza e vedação, mas aves não se afastam

Publicado 25/11/2021
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Os trabalhos inovadores de captura e afugentamento de pombos da Prefeitura de Vilhena, realizados pela primeira vez pelo Município a partir de 2018, já capturaram mais de 2 mil pombos em escolas e entidades públicas da cidade. No entanto, uma infestação recorrente está desafiando os técnicos na cidade, apesar das várias soluções já implementadas pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) no local.

A creche municipal Aparecida da Silva, no Setor 23, localizada próximo à área verde do Parque Ecológico e a 5 km do Centro, tem atualmente infestação de mais de 300 aves que persistem em se reproduzir no telhado do local, identificando o prédio como ponto de retorno. A unidade escolar passou por controle de pombos no início dos anos de 2019, 2020 e 2021, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que foi ao local várias vezes até afastar as centenas de aves que moravam no espaço na época e garantir segurança aos alunos.

No entanto, com o retorno dos pombos no segundo semestre deste ano e a saída do profissional especializado que a Prefeitura dispunha em seu quadro, a Semed buscou solução diferente para o retorno das aulas, contratando uma empresa de dedetização e limpeza, além de vedar todos os acessos ao forro e instalar espículas (espinhos) para evitar o pouso dos pombos em locais de entrada. O trabalho garantiu a higienização e impediu que os pombos entrassem em forros ou criassem áreas de reprodução no interior do prédio, no entanto, as aves continuam pousando diariamente no telhado da creche.

“Infelizmente, como o objetivo da contratação era afugentar os pombos, vamos buscar maneiras de resolver isso junto à empresa, seja ela oferecendo solução alternativa ou acionando o contrato com devolução de valores. Fizemos nosso esforço, mais de uma vez, e estamos agora tratando já com outra empresa também para alcançar a solução”, explica a professora e secretária municipal Educação, Amanda Areval.

Em reunião realizada nesta quarta-feira, 24, na creche, os pais e responsáveis pela escola trataram das soluções e do impasse na permanência das aves no telhado da unidade. Foi explicado que devido ser necessária nova contratação de serviço especializado para tratar do tema, o retorno presencial às aulas na escola será possível somente em fevereiro de 2022.

O adiamento do retorno garantirá segurança à saúde dos alunos e profissionais da Educação, visto que as fezes dos pombos podem causar doenças. Complexo, o problema não pode ser resolvido simplesmente com o “extermínio dos pombos”, visto que há lei federal que classifica a atitude como crime ambiental. Sugestões levadas pelos pais serão consideradas em reunião nesta semana com a Semed. Enquanto isso, os estudantes poderão continuar as atividades em modo remoto, como aconteceu durante a pandemia, desde março de 2020.

HISTÓRICO - Ainda em março de 2015 a escola Aparecida da Silva recebeu denúncias de vários pais que suspeitavam que seus filhos haviam contraído criptococose, que também pode gerar pneumonia. Em fevereiro de 2017, a Prefeitura fez limpeza de várias quadras esportivas de escolas com o uso de caminhões pipa. A situação, porém, não foi resolvida. Em 2019 diversas escolas passaram pelo trabalho de captura e afugentamento de pombos pioneiro feito pela Prefeitura, permitindo a retomada no uso de quadras esportivas que estavam há 5 anos paradas em alguns casos. Recorrente, o serviço exige trabalho especializado e nem sempre impede que os invasores alados pousem nos telhados. Nova rodada de tentativas será feita a partir do próximo mês.